Casa Hum


Para parar de doer
September 27, 2009, 1:58 pm
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Hoje acordei como se o sol queimasse meus olhos
Passeei por dentro de todas as cortinas
Ante a todos as inconveniências, os abrolhos
E as brumas vazias que estrangulam, assassinas.

O pardo que cobriu todas as nuânces do dia
Quis eu que me passasse o sentimento puro
Mas o ocre que enevoava a minha titónia
Deixava tudo mais pesado, duro, escuro.

Eu já não canto a canção dos inocentes
Quebrados nos braços das tristezas
Mas as folhas de relvas padecentes
Jogadas no chão das incertezas.

Esculpo as palavras com cuidado
O curador de um sonho que voou
Tão longe que nunca foi domado
Como uma lagrima que nunca se secou.

Desço, então a escadarias da vida
Para a parte arroseada do destino
Esperando que o descanso de tanta lida
Golpeie sagaz todo esse meu desatino.



Sorrisos Roubados
September 20, 2009, 9:55 pm
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Peguei do sorriso que não é meu
O compasso de uma canção
Escrita no chão, com um giz que não se apaga
Arranhada e cunhada, para que seja eterna
A canção indomavel, um pensamento
Passeou por todos e não chegou a mim.

É triste, mas eu não deveria esperar
Que uma nota de dor seja emitida
Em pêsame a minh’alma que padece
Que faça com que essa volte a vida
E possa respirar depois de tudo
Esboçar um sorriso riscado, de satisfação

Deitei ao seu lado só para sentir sua respiração
Ela passou por mim e acalentou meus sentimentos
Sua voz doce passeava pelo ambiente
Minha concentração ia com ela para todos os cantos
Naquele momento eu viveria infinitamente
Sem nem pensar existir destino melhor.

Por falar em provas de amor eu tenho algo a dizer
Prova de amor é colecionar cada pedaço de você
É saber que mesmo sendo roubado de alguém
Foi em mim que, por um momento, seu sorriso descansou
Eu gosto sim, de todas as partes… de todos os jeitos
Mas minha sina é ser incompreendida.

É tão dificil explicar o que sinto, e o que tudo significou
Você jamais entenderia o impacto de você em mim.
Nem os versos mais líricos expressariam com exatidão
Que o cheiro que impregnou em mim, que não é meu
Faz falta, fará falta… não sei.
Queria poder sentir que não é em vão.

E tudo volta ao normal, não nos olhamos
Embora nos conheçamos.
Seu sorriso pertence ao vento, que insiste em te perseguir
Na sua cabeça, no se coração.
Uma pena, mas como lutar?
Então penso que tudo foi um sonho bom, e volto a dormir.

Dentro da minha solidão…



Oh meu lindo mentiroso
September 16, 2009, 3:16 am
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Você me deixa depressiva
Triste e com medo de mim
Uma aura tão sóbria
Vaza pelo teu olhar
Que o mundo parece dormir
Eu sinto o seu cheiro de longe
Sua mão procura minha face fria
Assinala minha pele com a sua
Beija minha boca com um leve sorriso
Oculta a verdade levando as mãos ao rosto
Se esconde, me esconde de ti
Tudo se separa de você como cinzas ao vento
Um homem híbrido, quente, cruel
Sarcastico e doce
Passeia o olhar brando sob a paisagem
Ninguem nos vê emersos no mundo de dentro
A concha que eu construi, fragil, segura.
As coisas são só coisas, e passam.
Assim como as areias cobrem nossos passos.
Os momentos são tão breves e imprecisos.
Não sei mais o que aguardar.
Talvez naum o devesse mais.
Estou vibrando na frequencia errada
Só perdi o tiro inicial
Agora meu cavalo manco tende a não correr
Eu vou sendo deixada pra tras.
Os passos que os ventos hão de cobrir.



Erótico
September 10, 2009, 3:36 am
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Passeia pelos dedos
Passa pelas pernas
Eriça os pêlos dos braços
Gela a espinha dorçal
Junta na cintura, leva-me
Aguarda ansiosamente o proximo passo
Tateia com os pés
Junta nas mãos
Se joga no corpo
E cai.
Enrrola na pele
Sua gelado
Sabor azedo do prazer
Destroi o coração
Queima o rosto
Embebida em contemplação.
Lava a alma.

Sai do mar.



Prepotente
September 10, 2009, 3:28 am
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O poder que tu carrega é algo inimaginável
Ser que anda e dita regras para me conduzir
Para um sonho formado de luas distantes
E coisas inexistentes no meu mundo.

Trago-te as pedras que tirei do caminho
Para que construa teu castelo
E afague as tristezas suas na segurança de minha’lma
Pereço aqui em estado solido

As flores do afeto brotar sobre a areia morta da praia
O sol torrou-lhe as pétalas doces.
Suas cinzas voaram no vento, voaram para longe
Assim como seus pensamentos.

Suponho que a diversão seja tão superficial
Quanto afogar crianças em riachos.
Ver a agua entrar pelos orificios, um pedido de socorro
Resvala limpido e puro, até sérias consequencias.

Os olhos vermelhos já não estão chorando
Sim regozijando a felicidade de poder estar em ti
Presente em seus pensamentos por infimos segundos sequer
Poder sentir o gosto da agua salgada na boca.

A morte vem como companheira.
Ela leva o sal de um lado para o outro
De repende um gomo de flores me passa a garganta
Estou no fundo, você ri de mim.



Quando o Ópio se faz necessário
September 10, 2009, 3:17 am
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Ela sente seus pés formigarem,
E o suor escorre pelas paredes do seu rosto gelado.
É uma abstinencia… uma dor muito grande em seus ossos.
Seus olhos falham repetidamente como se quisessem se apagar de vez.
Suas mãos resvalam no lençol branco florido qe cobre seu corpo.
O chão já não é mais sentido.
Seus membros dormentes, dormindo, parados.
Inerte como um moribundo ela se recolhe consicente para dentro de si.
Superar… a… dor…
Ela sente o cheiro suave de malva vindo da janela.
O tranquilizante para sua noite.
O beijo nos veus da cortina, a brisa vem presentea-la
E traz a visão da lua consigo.
Ela esboça um simples gesto labial parecido com um sorriso.
Se deixa cair no sono forçado.
Agora é só esperar o próximo pôr do sol.
Chorar as ultimas lagrimas que restam no leito de sofrimento que se tornou sua existencia.