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Fraco.
O pesar de ser fraco agora abate suas juntas frias.
Você acha estar imune a paixão.
Você acha.
Mas você precisa dela, você vive dela a cada momento, você respira, você bombeia ela nas veias.
Você aparenta ser o intocável. O homem do pedestal de cristal cujo nenhum humano tenha o poder para fazê-lo desviar seu gélido olhar.
Você aparenta.
Mas quando esta sozinho, leva suas mãos vazias e sem vida ao rosto e chora de incerteza.
A felicidade é algo que passa, você não quer provar dela. Ela é o banho de chuva que você nunca tomou.
O sorriso é seu ato particular de hipocrisia consigo. Não, pela primeira vez, você não está tão só.
As palavras são sua única defesa.
Defesa do mundo que te desafia, te prega peças e tenta te dominar.
O mundo quer te engolir com ele, mas você ainda quer prevalecer, mesmo que seja o único.
De repente um pensamento foge e sai como um grito da alma por entre os dentes serrados e a boca seca e atinge os ouvidos errados.
Não há nada mais que se possa fazer a não ser calar.
Você silenciou a voz do mundo.
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Pintei, um dia, um quadro de mim
O que vi não agradou
Uma imagem que expressava tristeza
Um pedaço de mim que não sou
Na figura, perdiam-se os traços
Mal se percebia o rosto
Era só um emaranhado de linhas
Algo ao limiar do desgosto
A cores precárias e escuras
Os contornos mal feitos
E simplesmente um retrato
De um gosto suspeito
Mas depois ao me olhar no reflexo
A copia fiel do que estava no quadro
Personificada e incompleta
O sentido cruel e perplexo.
Filed under: Poemas
Eu emerjo das águas dos rios
Quando a esperança está perdida
Eu tenho o ouro em longos fios
Eu sou a saudade da partida
Sonhos ilhados eu trago na mente
Ocupando lugar na minha alma
Trazendo a tristeza descrente
O pudor, as lágrimas e a calma
De tudo o que creio, nada se salva
O suor na carne fria expressa dor
O ambiente limpo que cheira a malva
Ninguém escuta seu louvor
Estou aqui para acolher
Os justos que hão de vencer

